Home alone - quando um apartamento de 87 m2 vira uma mansão e o silêncio não é ouro.—
segunda-feira, 3 de março de 2014
Pequeno registro
13 de fevereiro de 2014
Home alone - quando um apartamento de 87 m2 vira uma mansão e o silêncio não é ouro.—
se sentindo perdida.
Home alone - quando um apartamento de 87 m2 vira uma mansão e o silêncio não é ouro.—
Radioactive
11 de fevereiro de 2014
"Se a vida te der um limão, faça uma limonada."
Bora ficar um pouquinho perigosa, (mais) azeda e enjoada!
Tempinho de isolamento e cárcere privado, para a segurança dos queridos; mas se algum desafeto quiser tirar onda e fazer graça, pode vir que eu abraço à vontade, hehe!
Pelos próximos nove dias, tamo aí na radioatividade.
Radioactive (Imagine Dragons):
http://www.youtube.com/watch?v=W6HXRUlTIXI
"Se a vida te der um limão, faça uma limonada."
Bora ficar um pouquinho perigosa, (mais) azeda e enjoada!
Tempinho de isolamento e cárcere privado, para a segurança dos queridos; mas se algum desafeto quiser tirar onda e fazer graça, pode vir que eu abraço à vontade, hehe!
Pelos próximos nove dias, tamo aí na radioatividade.
Radioactive (Imagine Dragons):
http://www.youtube.com/watch?v=W6HXRUlTIXI
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Rupturas
Que
verdade querem calar, ensaiando rabiscos que o vento vai apagar?
Do
que necessitam se poupar, esmorecendo quem chora lentamente?
Qual
ferida desejam curar, sem um esforço para enxergar o doente?
Que
ajuda acreditam dar, quando a forte súplica nunca é suficiente?
Que
festas teimam em estragar, vendo que são restos a comemorar?
Que
casa insistem em limpar, enquanto a luta é para não desmoronar?
Que
caprichos anseiam mimar, num momento em que nada é o presente?
Que
assuntos martelam sem parar, quando a maior preocupação é patente?
Que
piadas e lamúrias fariam rir ou chorar, já que o fardo é em si
exigente?
O
quanto é preciso gritar, até que vejam a fra(n)queza num singelo
olhar?
Se
a experiência já ensinou muito, o que ainda falta para captar?
Se
o importante está arquivado, por que na lembrança emperrar?
Se
confidente não é, terapeuta jamais, que conselhos vai desperdiçar?
Se
o papel na novela deveria ser outro, que peso vale a pena suportar?
Se
assume as rédeas e os riscos, que grupo os outros têm para chefiar?
Semelhanças
há, mas se a ocasião é única, que vantagem em analisar?
O
todo não é mais inteiro, a lacuna é agora um escudo de paz.
Para
velhas questões sem resposta, o silêncio replicou demais.
Vez
que os muros sequer se abalam, o consolo está desenhado.
Registre-se
o impreterível hiato; lixo emocional alheio, dispensado.
A
fase do jogo é nova, reorganização da alma num avariado aparelho
compreendido
por quem está ao lado, e pelo denso reflexo no espelho.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Primeira etapa da missão: cumprida
Eis que se aproxima o primeiro dia do
caçulinha na escola, e termina a fase mais importante da minha vida. Como uma
mãe perdida, totalmente pega de surpresa pelas peças que o destino prega, faço
aqui um desabafo.
Em tempos de feminismo extremado e materialismo exagerado, o fato de uma
mulher deixar um bom emprego para se dedicar integralmente aos cuidados com os
filhos é praticamente visto como um sacrilégio. Leio tanta baboseira e ouço
cada pérola... dentre elas, as marcantes: 'Você ainda vai se arrepender
disso!', 'Unespiana? Ah, que desperdício!', 'Tanta gente se matando para passar
num concurso, e você faz essa loucura?!'
Eu penso diferente - a boa colocação que para os muitos é vista como um fim, para mim foi só um meio. Anos de dedicação aos estudos e ao inglês me levaram ao magistério e também à Unesp, que colaborou para que eu chegasse ao serviço público. Isso, aliado a muito planejamento e priorizações, possibilitou a concretização de um propósito que eu nutria desde adolescente: o de dar uma pausa, caso tivesse filhos, para cuidar deles até que chegassem na idade em que já conseguissem se expressar adequadamente e estivessem preparados para entrar na escola; queria passar para eles o que eu tive: uma mãe presente o tempo todo. Ou seja, foi por causa de tudo o que eu já havia conquistado quando entrei no mundo da maternidade, que eu tive a oportunidade de escolher.
Eu penso diferente - a boa colocação que para os muitos é vista como um fim, para mim foi só um meio. Anos de dedicação aos estudos e ao inglês me levaram ao magistério e também à Unesp, que colaborou para que eu chegasse ao serviço público. Isso, aliado a muito planejamento e priorizações, possibilitou a concretização de um propósito que eu nutria desde adolescente: o de dar uma pausa, caso tivesse filhos, para cuidar deles até que chegassem na idade em que já conseguissem se expressar adequadamente e estivessem preparados para entrar na escola; queria passar para eles o que eu tive: uma mãe presente o tempo todo. Ou seja, foi por causa de tudo o que eu já havia conquistado quando entrei no mundo da maternidade, que eu tive a oportunidade de escolher.
E eu
optei (esbravejem os teóricos ou esperneiem os questionadores de plantão contra
essa definição) por ser mãe em tempo integral - aquela que fica à disposição de
suas crianças 24 horas por dia, atendendo a todos os seus chamados (que ocorrem
a cada meio minuto), sem qualquer substituto ou intermediário nesse encargo.
Encargo quase enlouquecedor, sejamos francos, mas extremamente gratificante e
maravilhosamente recompensado, que não fez de mim uma mãe isenta de falhas e
culpas, melhor ou pior que qualquer outra. Esse é tão somente um compromisso
que eu assumi comigo mesma, uma parte da minha trajetória, e é apenas sobre ela
que posso falar.
A
propósito, o melhor que a Unesp me trouxe foi o amor da minha vida, que nunca
interferiu ou questionou, e sempre respeitou minha decisão, reconhecendo o
valor do meu trabalho doméstico.
Na verdade, essa fase acabou um pouco
antes do que eu havia imaginado... vai ver que é a intervenção divina,
atropelando todos os meus planos e dando um empurrão para que eu libere o
'menino grande' de três anos, que veste roupas e tem atitudes de um moleque de
seis, e enfim tenha um tempo para cuidar de mim. Como eu nasci com pouca
vaidade e sonhos minguados, é óbvio que esses cuidados imediatos e inadiáveis
não serão realizados no salão de cabeleireiro, na manicure ou na academia, e os
longos nove dias que passarei distante dos meus pequenos em nada se parecerão
com férias relaxantes num spa ou resort. Entretanto, arrisco dizer, será um
período intenso de renovação e revigoramento, que me preparará para investir na
segunda parte daquele meu projeto, que é voltar para o mercado de trabalho no
período em que os meninos ficam na escola.
Assim como eu previa, depois desses sete
anos e cinco meses ininterruptos por conta da cria, os concursos, a advocacia,
as escolas de inglês e as vagas na iniciativa privada continuam aí,
disponíveis. Alguém me substitui e exerce seu papel no cargo que eu abandonei,
e é claro que eu não devo ter feito muita falta. Mas os primeiros anos dos meus
filhos, aqueles em que somente eu poderia ter agido como a mãe deles faria,
passaram voando e não voltam nunca mais. E qualquer insensatez, submissão,
machismo ou um mínimo arrependimento, continua somente na cabeça dos outros.
Enfim, primeira etapa da missão cumprida... E que venham
os novos desafios.
(25 de janeiro de 2014)
sábado, 12 de outubro de 2013
Aprendendo a brincar com desapego - um desafio
Aniversário,
Dia das Crianças, Natal, lembrancinhas de festas, encontros com
familiares que moram longe... tudo é motivo para os presentes
chegarem em triplo! O tempo passa, a molecada cresce, a quantidade de brinquedos só aumenta e alguns ficam esquecidos, até que chega a hora de serem doados. Não há espaço suficiente, tampouco motivos para guardar o que não se usa mais.
Mas quem diz
que toda criança é compreensiva e se desapega dos objetos com
facilidade? A cada argumento seu, uma justificativa é dada – desde
a importância da pessoa que deu o presente, até a saudade imensa
que o menino vai sentir do brinquedo. Sentimentos expressos de forma sincera,
com direito a lágrimas e desafios de partir o coração.
Além
disso, rotineiramente vem o desejo de um brinquedo novo - porque o amigo tem, é o último lançamento, apareceu na propaganda e o Patati disse que é super legal. Apesar do acordo de pensar bem e escolher apenas um nas datas especiais (e nada garante que serão comprados), os pedidos
são insistentes e os comentários sobre o que há de novo no mercado
nunca se esgotam, aparecem até mesmo quando se acaba de ganhar um presente. Haja paciência!
Foi então que, diante
das dificuldades para conscientizar meus pequenos sobre o consumismo
exagerado e a necessidade de nos desapegarmos dos bens materiais, decidi fazer esse pequeno 'livrinho', usando passagens
do Toy Story como argumentos e imagens que encontrei na internet para
ilustrar.
O
'livro' tem sido lido esporadicamente há alguns meses, e hoje
colocamos em prática uma das "regra dos brinquedos", que ficam coladas na parede do quarto: doar um brinquedinho para alegrar o coração de uma criança.
Nada muito
fácil para o mais apegado, mas posso dizer que foi
um bom começo e a sementinha está germinando.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Irmãos, presentes sem igual
É verdade que o mais velho é filho único até que venha um irmãozinho, mas eu não sei o que é isso, já que na mais remota lembrança tenho a companhia do meu irmão. Sempre fomos muito ligados, e disputamos o terceiro bebê que sairia da barriga da minha mãe: eu queria uma irmã, ele um irmão. Venci a aposta, e veio uma menina com quem briguei muito até sair de casa - a folgada queria desmontar minha cama na semana do meu casamento, para ficar com o quarto só para ela! Agora tudo isso é motivo de risada, pois a maturidade trouxe o respeito mútuo e a compreensão das diferenças; digo com orgulho que nos tornamos irmãs amigas.
Não tínhamos compromissos além da escola, mas foi uma infância agitada e a diversão era sempre em trio; nada era exclusivo e não tinha essa de brincadeira de menino e menina. Juntávamos os carrinhos, as bonecas, os jogos e as bicicletas; jogávamos bafo e bolinha de gude, negociávamos a TV e a bolacha recheada. Foram muitas brigas, provocações, xingamentos, gritos, choros e beliscões, mas fazíamos as pazes em cinco minutos e, para a alegria da 'minha mãe', logo começava tudo de novo!
Minha ideia era ter apenas dois filhos, enquanto o desvairado do meu noivo queria cinco (dizia que somente um irmão era pouco). Então chegamos a um acordo e combinamos que seriam três, com uma diferença de aproximadamente dois anos entre eles. Nossos planos deram certo e hoje sou eu que me vejo no olho do furacão, com meus filhos quase me levando à beira da loucura dia sim, outro também... Trabalho triplo que é compensado pela felicidade de ter-lhes dado um presente sem igual, que os livra da solidão: um irmão e, assim espero, amigo para toda a vida.
domingo, 11 de agosto de 2013
"De pequenino se torce o pepino!" - para meu pai
A genética é forte, somos bastante parecidos nas qualidades e defeitos: pensamento rápido, língua afiada, paciência limitada, curiosidade aguçada, necessidade de autossuficiência, inconformismo com o que vê de errado, etc.
"De pequenino se torce o pepino!" - essa dedicatória que meu pai escreveu no livro 52 Lições de Catecismo Espírita, em 1989, é provavelmente o lema de sua educação. Eu xeretava tanto enquanto o coitado tentava se concentrar nas suas leituras, cansado depois da labuta incessante, que ele deve ter resolvido me dar o presente para que os capítulos me saciassem em silêncio e diminuíssem um pouco os meus intermináveis por quês! Posso dizer que esse livrinho e muito do que ele me mostrou depois, nos discursos e nas atitudes, me apresentaram um caminho sem volta, que me levou a lugares por ele não imaginados.
Nunca vou me esquecer do episódio em que eu, ainda criança e na inocência, fui lhe mostrar algo que tinha feito: a alteração da data do exame médico do clube, que havia vencido meses antes. Esperava um elogio pelo capricho, mas levei um sermão tão grande e a lição foi tão clara que, até hoje, é o símbolo do maior entre todos os seus ensinamentos e que faço questão de repassar aos meus filhos: a RETIDÃO.
Por isso e todo o resto, não poderia ser mais grata.
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Escrevo porque preciso
Escrever é uma necessidade... O pensamento chega, o texto se ajusta de forma meteórica e necessita ser externado. Um process...




