sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Metamorfose

Ah, borboleta...

Há cinco anos, um arrepio.
Em cinco anos, cem desafios.
Quedas e voos incomparáveis.
Milagres com ônus, somos tão frágeis.
Melhor do que ontem, um assobio.
Pior que anteontem, mais nenhum pio.

Aceita as mudanças incontroláveis.
Poucos entendem, tão vulneráveis.

Tormenta com bônus, bençãos em trio.
Maturação precoce; a vida é um fio.
Mil lições em pouco tempo: admiráveis.
Dificuldades rumam além, são superáveis.
Em cinco anos, muitos desvios.
Há cinco anos, nenhum vazio.

Graças espessas
Folhas avessas
Alma em pulo

Lagarta aos prantos
Deleite e encantos
No meu casulo

Metamorfose

(14.12.13 a 14.12.18)




domingo, 9 de dezembro de 2018

Bagagem

De alegrias
vários pontos...
Para agonias
mil descontos.
Entre calmarias
tantos contos!

Dúvidas sobre ir;
há encontros...
Surpresas no partir,
desencontros. 
Caminhos do porvir:
reencontros!

Bagagem



Filhos de estimação e/ou crianças "humanas"


Loja de brinquedos de sempre. Mordedor diferente. Mexo em um, observo outro... Colorido legal.
_ Mãe, isso é pra cachorro.
_ Não é não, menino! Tá doido?
_ Mãe, lê aí: "Diversão para seu filho de estimação".
Olho para cima. Nossa, é mesmo! 
_ Mãe, filho de estimação?! Quem tem filho de estimação? Ou é filho, ou é bicho de estimação!
Ah, meu filho "humano"... Criança "humana"... Que até semana passada era o único público alvo da loja de brinquedos... Como explicar?
Quando as palavras tinham sentido, entendia-se:
* Criança - ser humano na fase da infância.
* Filho/a - descendente da mesma espécie. Filho de peixe, peixinho era. Filha de humano, humana era.
*Animal de estimação - animal de convívio, pelo qual se tem muita estima, carinho, apreço, cuidado. Todo o amor pelo bicho era externado por meio dessas palavras.
*Pet - em inglês, animal de estimação.
Dicionário e lojas especializadas para quem, não é mesmo? Afinal, para que tanta segmentação? Nem todos são fora de órbita como eu.
Filho de estimação. Pesquiso. O site da fabricante explica melhor. 

Em resumo, os produtos foram criados visando o bem-estar dos filhos de estimação, pois considera-se que o brincar, do mesmo modo que para as crianças “humanas”, tem papel fundamental no desenvolvimento e na saúde física e mental dos pets. Agora estão aí, nas prateleiras das lojas de brinquedos.*

Eu, como mãe exclusiva de crianças "humanas", hoje aprendi um pouco mais sobre o mundo cão. Ou melhor, mundo gato, papagaio, toda a fauna, para não ser acusada de discriminação ou pet-filho-fobia.
Ainda bem que fui alertada. Quase comprei o presente errado. 
Escapei de um vexame. Ou não.


2 de dezembro de 2018
*(foto traduzida em texto)

Minha terra


194 anos de FrancaTerra do Capim Mimoso, das Três Colinas, do calçado, do basquete, do café, de gente batalhadora. Minha terra! Há 14 anos sou apenas visita...
Foi quando saí de lá que aprendi a chorar. A cada chegada, uma novidade. Em toda partida, uma saudade.
Dela carrego o sotaque, o crescimento, a vida. Quanta coisa boa ainda há para compartilhar!


28 de novembro de 2018

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Renúncia

Qual o sentido da renúncia
se carrega um fardo em si?
Por que busca exceção à regra
se o limite é missão que sorri?
Que fim há no sofrer ao ceder
se  alegria não vige no aqui?

Voluntariado na convivência,
abdicação com louvor!
Resignação e persistência,
sacrifício sem dor...
Do contrário, paciência:
fuga da norma, torpor.



sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Rotas

Rotas desviadas também guardam belas vistas;
trazem via, aprendizado, memória.
Caminhos diferentes levam a doces conquistas,
abrem a chance de uma nova história.
Nas curvas de diversas pistas,
o traçado da vitória.



12 de novembro de 2018




Ponto de vista


A vida pode ficar mais bonita
quando olhada da própria janela.
Nas beiradas suja, trincada, esquisita,
precisando de água, cola ou flanela...
Joia embaçada pela paisagem de brita,
exploradores dificilmente a entendem bela.
Seu olhar tanto suplica, a vidraça bendita:
muitos transitam, insensíveis; você convive com ela.
A árdua missão é sua e nunca deles, admita!
Dispense, pois, fardo que vem de esparrela.
Seja forte, aceite o pó, recuse a visita;
rechace torpor que lanterna alheia revela. 
Perceba a fresta pequena, calorosa e restrita,
abrace ínfima transparência que encontra nela.
Atravesse o vidro, junte os cacos, recupere, permita.
A coragem enxerga o que a película não revela.
É preciso ultrapassar a cortina que agita.
Batalha interna não precisa de chancela.

Ponto de vista,
visão singela.

31 de outubro de 2018





Escrevo porque preciso

Escrever é uma necessidade...  O pensamento chega, o texto se ajusta de forma meteórica e necessita ser externado. Um process...