sábado, 13 de abril de 2019

Blog reativado

Hoje reativo meu blog!
Nessa vida de mudanças e surpresas, alegria e dor, conquistas e limitações, milhares de dúvidas e certeza da finitude, divido o que penso com quem se interessar.
Mensagens que a alguns agradam e a outros não, mas certamente traduzem o que sou - um caldeirão com todas as emoções e reações cabíveis num ser humano.
Aos poucos atualizarei o blog com os textos já publicados na linha do tempo, geralmente o primeiro mural dos meus desabafos. Espero um dia ter toda a produção reunida no Blogger, no Facebook e no Instagram. No futuro, quem sabe, um compilado impresso.
Chegou a hora de permitir que as borboletras deixem o casulo definitivamente e voem para além do meu alcance. Ideias a borbulhar, letras a borboletear.
Àqueles que me leem, meus sinceros agradecimentos.
No Blogger: Remando contra a correnteza - Cristiane A. Ávila https://remandocontraacorrenteza.blogspot.com/
No Facebook: Remando contra a correnteza - Cristiane A. Ávila https://www.facebook.com/remandocontraacorrentezacristianeavila/
No Instagram: remandocontraacorrenteza.cris
https://www.instagram.com/remandocontraacorrenteza.cris/
Atual: remandocontraacorrenteza_cris
https://www.instagram.com/remandocontraacorrenteza_cris/



Fiquem à vontade para visitar e compartilhar!




Conveniência enganosa

Por vezes somos convencidos pela propaganda da vida tranquila e feliz, que concilia dever com diversão de forma harmoniosa, e caímos na tentação de desfrutá-la. Na ânsia do deleite, a obrigação nos chama. Sofremos pela oportunidade perdida.
Há dias em que somos iludidos pela promessa de solução fácil, esquecendo que a receita alheia tem um ingrediente secreto: a experiência individual e intransferível. No afã da rápida ascensão, nos deparamos com o degrau da solitude. Tropeçamos.
Em tempos sombrios, faz sorrir o panfleto da viagem que oferece o paraíso por sete dias. Na volta do voo libertador, reencontramos a realidade inevitável da morada. Caímos.
Diante da dificuldade de encarar o espelho, buscamos auxiliar o próximo. No auge da iluminação externa, nos custa perceber que a chama ao lado se apagou por falta da nossa energia. Lamentamos.
No roteiro da vida de urgências precisamos muito, deixamos muito, sentimos muito. Sabemos pouco, vivemos pouco, doamos pouco. 
Sempre há espaço para desculpas no enganar-se por conveniência.



05 de maio de 2018






sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Metamorfose

Ah, borboleta...

Há cinco anos, um arrepio.
Em cinco anos, cem desafios.
Quedas e voos incomparáveis.
Milagres com ônus, somos tão frágeis.
Melhor do que ontem, um assobio.
Pior que anteontem, mais nenhum pio.

Aceita as mudanças incontroláveis.
Poucos entendem, tão vulneráveis.

Tormenta com bônus, bençãos em trio.
Maturação precoce; a vida é um fio.
Mil lições em pouco tempo: admiráveis.
Dificuldades rumam além, são superáveis.
Em cinco anos, muitos desvios.
Há cinco anos, nenhum vazio.

Graças espessas
Folhas avessas
Alma em pulo

Lagarta aos prantos
Deleite e encantos
No meu casulo

Metamorfose

(14.12.13 a 14.12.18)




domingo, 9 de dezembro de 2018

Bagagem

De alegrias
vários pontos...
Para agonias
mil descontos.
Entre calmarias
tantos contos!

Dúvidas sobre ir;
há encontros...
Surpresas no partir,
desencontros. 
Caminhos do porvir:
reencontros!

Bagagem



Filhos de estimação e/ou crianças "humanas"


Loja de brinquedos de sempre. Mordedor diferente. Mexo em um, observo outro... Colorido legal.
_ Mãe, isso é pra cachorro.
_ Não é não, menino! Tá doido?
_ Mãe, lê aí: "Diversão para seu filho de estimação".
Olho para cima. Nossa, é mesmo! 
_ Mãe, filho de estimação?! Quem tem filho de estimação? Ou é filho, ou é bicho de estimação!
Ah, meu filho "humano"... Criança "humana"... Que até semana passada era o único público alvo da loja de brinquedos... Como explicar?
Quando as palavras tinham sentido, entendia-se:
* Criança - ser humano na fase da infância.
* Filho/a - descendente da mesma espécie. Filho de peixe, peixinho era. Filha de humano, humana era.
*Animal de estimação - animal de convívio, pelo qual se tem muita estima, carinho, apreço, cuidado. Todo o amor pelo bicho era externado por meio dessas palavras.
*Pet - em inglês, animal de estimação.
Dicionário e lojas especializadas para quem, não é mesmo? Afinal, para que tanta segmentação? Nem todos são fora de órbita como eu.
Filho de estimação. Pesquiso. O site da fabricante explica melhor. 

Em resumo, os produtos foram criados visando o bem-estar dos filhos de estimação, pois considera-se que o brincar, do mesmo modo que para as crianças “humanas”, tem papel fundamental no desenvolvimento e na saúde física e mental dos pets. Agora estão aí, nas prateleiras das lojas de brinquedos.*

Eu, como mãe exclusiva de crianças "humanas", hoje aprendi um pouco mais sobre o mundo cão. Ou melhor, mundo gato, papagaio, toda a fauna, para não ser acusada de discriminação ou pet-filho-fobia.
Ainda bem que fui alertada. Quase comprei o presente errado. 
Escapei de um vexame. Ou não.


2 de dezembro de 2018
*(foto traduzida em texto)

Minha terra


194 anos de FrancaTerra do Capim Mimoso, das Três Colinas, do calçado, do basquete, do café, de gente batalhadora. Minha terra! Há 14 anos sou apenas visita...
Foi quando saí de lá que aprendi a chorar. A cada chegada, uma novidade. Em toda partida, uma saudade.
Dela carrego o sotaque, o crescimento, a vida. Quanta coisa boa ainda há para compartilhar!


28 de novembro de 2018

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Renúncia

Qual o sentido da renúncia
se carrega um fardo em si?
Por que busca exceção à regra
se o limite é missão que sorri?
Que fim há no sofrer ao ceder
se  alegria não vige no aqui?

Voluntariado na convivência,
abdicação com louvor!
Resignação e persistência,
sacrifício sem dor...
Do contrário, paciência:
fuga da norma, torpor.



Escrevo porque preciso

Escrever é uma necessidade...  O pensamento chega, o texto se ajusta de forma meteórica e necessita ser externado. Um process...