quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Au au body


Eu nas férias. Primeiro passeio pela Brasília alternativa. 
Chego na loja e pergunto se tem body para bebês. Vendedora aponta a única arara no ambiente, e diz que todos são tamanho M - para cerca de 6 meses de idade.
Dentre os modelos super descolados, vejo um com estampa do Kiss. Que legal! Chamo os meninos pra ver, e observo que a parte de trás do negócio é aberta - um círculo com as barrinhas reforçadas. Que diferente! Como será que usa? Será pro bumbum do neném respirar? Ou pra alguma fralda moderna que não conheço?
Vem a moça e diz: na verdade, esse body é pra cachorro. 
Gente, nem consigo descrever minha cara de 'não sou desse mundo e só faltava essa pra finalizar 2016'. Pelo menos da boca saiu um "ah, que interessante", e bora olhar outras coisas. 
Supermercados que separam as prateleiras, vocês estão ultrapassados. Aguardando o dia em que encontrarei ração Purina na mesma gôndola da papinha para bebê e do leite Ninho. Afinal, é tudo Nestlé.


22 de dezembro de 2016

Empoderamento infantil

Não há amizade, consanguinidade, afinidade e amor alardeado que justifiquem uma pessoa se submeter aos caprichos e dificuldades emocionais da outra. 
Aqui, a noção de respeito ao indivíduo e a educação para a diversidade vêm desde o berço. Empoderamento infantil para entender os infortúnios, lidar com as adversidades e se proteger das bestialidades. 

29 de novembro de 2016

Só cuida dele?


Coração palpita ao ouvir a apresentadora perguntar pra uma mãe: "E hoje, você não trabalha? Só cuida dele?"
Por isso eu digo: pode ser moderna, descolada, dar uma de defensora do empoderamento feminino, se intitular ativista de qualquer coisa. Mas se pensa assim de quem fica em casa com os filhos, não me representa. Só demonstra o desrespeito pelas mulheres mães, babás, avós, tias, que "não trabalham" para que muitas outras possam ir à luta que dá ibope. 
Até porque ninguém contrata homem pra cuidar da cria ou limpar a casa, né mesmo?!


24 de novembro de 2016

Relíquia - Produções de uma aluna


Relíquia dos tempos de Pestalozzi - um livrinho feito na 5ª série.
Que emoção ler a apresentação do livro, elaborada por meu pai e minha mãe: "O leitor amigo, encontrará neste pequeno livro, a imaginação fértil de uma escritora de apenas 12 anos de idade, apresentando em vários textos gostosos e divertidos, a sua capacidade de em tempos futuros, nos alegrar ainda mais com a sua simples criatividade. O leitor também verá aqui, o resultado dos trabalhos eficientes de seus mestres escolares, sem os quais nada disso seria feito. Fica então, registrado aqui o agradecimento sincero de seus pais, Jorge e Selma, que muito se orgulham de ti. Parabéns!"
Destaco o respeito e a valorização dos professores, que eles sempre nos ensinaram. 
Obrigada, pai Jorge Luís Ávila pelo exemplo de gosto pela leitura, e por tantos outros. Obrigada, mãe Selma Ávila (a professora que decidiu se dedicar a três alunos), pelos preciosos ensinamentos passados na rotina de dias inteiros, ao fazer do seu lar a sua sala de aula. A melhor escola que eu tive!

16 de novembro de 2016




Cara de livro


Chega uma fase da vida em que você pode parar de tirar todas as dúvidas e repetir sem cansar: 
"Tá me achando com cara de livro? Vai procurar no dicionário."
Moleque chia, mas volta com a resposta na ponta da língua. 
Libertação e seletividade. É a delicadeza materna colaborando pra autonomia no aprendizado, hehe.


14 de novembro de 2016

Pena


Entre acusado e culpado existe uma grande diferença. 
E como é fácil, com o teclado na mão e um público ávido por fofoca, jogar acusações ao vento. 
A um, a crença cega de que fala a verdade. Ao outro, nem o benefício da dúvida, mesmo que haja alguma tentativa de esclarecimento. 
Na língua do povo bom e justiceiro, a pena. 
Que pena.


10 de novembro de 2016




Bom dia? Das Bruxas!!!


Segunda-feira. Bom dia. Beijos na testa. 'Vão se vestir. Falem baixo que seu irmão está dormindo'. 
Passo pelo corredor. Menino com máscara do Venom, capa preta e espada ninja. Quer pregar uma peça no outro. 'Tá bom, mas não acorda o caçula'. Ficará na porta do quarto esperando. 
Sigo para a cozinha. Tentativa de preparar o café da manhã. De repente, três vozes:
__ Aha!
__ Aaaaaiiiii! Aaaahaaah! Aaaaaaiiiiii! Aaaahaaaah!
__ O que é isso!?
Saio correndo. Os gritos apavorados não param. Pego no colo, sento no sofá. Abraço forte. Menino em pânico - tosse, engasgo e lágrimas. 'Vai buscar água gelada'. 
O mais velho ao lado, com as pernas tremendo de tanto medo ao ver a reação do caçula. 
O fantasiado já de rosto à mostra, lábios roxos de espanto pelo resultado do susto que deu no irmão. Justificativas e mais justificativas - foi porque ele quase teve um piripaque. Risos. O feitiço virou contra o feiticeiro. 
Lágrimas cessando, pernas ainda bambas, boca corada. 'Agora vão comprar pão'. 
Pego o rato de plástico para o pequeno colocar no armário e surpreender o outro. Ajudo a escolher fantasia. Respiro. Eu deveria ter previsto. 
Tentativa de preparar o café da manhã. Cardiologista pra quê? O coração da mãe vai bem, obrigada.
Feliz Dia das Bruxas. Aprendemos a lição.

31 de outubro de 2016




Escrevo porque preciso

Escrever é uma necessidade...  O pensamento chega, o texto se ajusta de forma meteórica e necessita ser externado. Um process...