domingo, 1 de fevereiro de 2015

Bodas de seda

Doze anos atrás...

   Nós não precisamos nos casar em um templo, porque o Amor é a nossa Igreja sem mandatários.
   Nós não precisamos de uma festa de pompa, porque a comemoração é eterna em nossos corações. 
   Nós não precisamos ter um carro, uma casa grande ou o emprego dos sonhos, porque os frutos do esforço conjunto são maiores. Nada é meu, nada é seu, é tudo nosso.
   Nós precisamos do necessário: a certeza do amor, a vontade de viver juntos, a determinação em concretizar planos, a força para enfrentar o que viesse.

Nesses doze anos...

   Vieram as conquistas, as mudanças, os filhos desejados, as alegrias, os desafios emocionais e físicos, a superação em parceria.
   Tivemos a felicidade de ver que, a cada porta aberta ou fechada, o nosso amor só aumenta (como, se já era enorme?).
   
   Obrigada, Luiz Fernando Arantes Paulo, por virar minha vida do avesso. Com o amor que você não exprime em versos próprios, mas em gestos e olhares únicos, todos os dias têm a chama do recomeço.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Feliz vida!

     Que calendário oficial que nada, o presente de Natal chegou mais cedo e um novo ano começa agora! Férias de verdade, tempo de comemorar os exames limpos e celebrar a vida com saúde!
Um desafio escrever sobre 2014, mas agora só consigo dizer que os ensinamentos e as bênçãos foram grandes. Meu agradecimento especial ao Luiz Fernando, pai e marido dedicado, homem maravilhoso, que no meio da aventura foi agraciado com um milagre.
     E os meus tesouros, tão pequeninos, que receberam a missão de amadurecer em aspectos que eu posso até ter vivenciado na idade deles, mas nem em sonho percebia que existiam... Os três foram a razão do meu levantar e aguentaram meus recorrentes destemperos com os sorrisos, as lágrimas, os abraços, as birras, as gracinhas, as brigas, os beijos e as atividades do dia a dia. Como resumir tudo isso? Eles têm uma mãe louca e brava, que grita e erra, mas que reconhece a dádiva de cada gesto que Deus lhe permite ter ao lado deles. Eu espero que, mesmo nesses caminhos tortos, fique evidente a minha eterna gratidão por terem me escolhido.

Feliz vida!
— se sentindo abençoada.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Insônia

O convite
na cama feita
entre o silêncio
do travesseiro
e a doce festa
com piscadela
do olho aberto
no despertar
da mente inquieta.
Sono, 
uma ilusão.



domingo, 31 de agosto de 2014

Meus textos publicados no especial "Nossas Letras", do Jornal Comércio da Franca

   Dentre as boas novas de 2014, tenho a satisfação de ver meus textos no especial Nossas Letras, do Comércio da Franca. Agradeço a oportunidade de publicar nesse jornal, que faz parte da trajetória de minha família.
       Faço um apanhado dos publicados até aqui:
   
   
Medo pra quê?
(05/04/2014)
http://gcn.net.br/noticia/246547/nossas-letras/2014/04/medo-pra-que

As vidas de Amadeu
(10/05/2014)
http://gcn.net.br/noticia/250186/nossas-letras/2014/05/as-vidas-de-amadeu

A revolta da cola universal
(17/05/2014)
http://gcn.net.br/noticia/250939/nossas-letras/2014/05/a-revolta-da-cola-universal

A melhor viagem
(24/05/2014)
http://gcn.net.br/noticia/251761/nossas-letras/2014/05/a-melhor-viagem

Francanês
(31/05/2014)
http://gcn.net.br/noticia/252557/nossas-letras/2014/05/francanes

As mortes de Zebedeu
(14/06/2014)
http://gcn.net.br/noticia/253961/nossas-letras/2014/06/as-mortes-de-zebedeu

Santa Ladainha! (a brabeza de um sujeito invocado)
(23/08/2014)
http://gcn.net.br/noticia/261639/nossas-letras/2014/08/santa-ladainha-a-brabeza-de-um-sujeito-invocado




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Um sonho

Eu criaria uma regra básica:


  "Aqueles que, qualquer que seja o motivo ou a origem do vínculo, forem responsáveis por cuidar de menores incapazes, serão agraciados com uma saúde de ferro, pelo menos enquanto perdurar a obrigação. Finda esta, fica o desobrigado completamente disponível para os infortúnios da vida."

Sonhar não custa nada. Mas mesmo que fosse possível, de nada serviria, já que a tônica do mundo é fazer leis para não serem cumpridas. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Diploma entregue (novos rumos)


Resumo da ópera:
Processo de escolha adequado, novo lugar, momento mais tranquilo, nenhum questionamento - qualquer justificativa além do "eu sou grande e já posso estudar como meus irmãos" é desnecessária.
O menino entra feliz na sala, sem ao menos olhar para trás, e sai radiante horas depois. Adaptação imediata, mas no coração da leoa ainda resiste, embora fraquinha, aquela lenga-lenga apegada. 
No dia seguinte, um pai e uma mãe relatam sua saga. Eles estão radiantes por ver, na entrada de seu pequeno na escola, uma grande vitória na luta incansável e sofrida pela vida. Significa que ele tem saúde, é livre para ter contato com o mundo, fazer amizades, apreciar as árvores.
Clique para os 99,9% de pontos positivos. *Seu filho é saudável. Houve a bênção de retomar os planos e corrigir os equívocos que a urgência maquiava. Você agora pode acompanhar, levar e buscar*. Felicidade.
Uma semana depois, a vida apresenta mais duas guerreiras. Com humildade, mãe e filha enfrentam dificuldades e fazem sacrifícios, na fé e na esperança de que, um dia, a menina possa caminhar e aprender na escola. *Como o seu filho consegue*. Gratidão.
E foi assim que, em menos de de dez dias, quatro anjinhos ensinaram a uma adulta sobre as coisas singelas da vida: a fofura que estimulou a revisão do apego, o vencedor que desembrulhou sua medalha, a lutadora que mostrou o tamanho de sua graça, e ele - o caçula que soltou sua mão confiante, indicando que a mudança de rumo é, sim, comemorável. 
Exagero? Excesso de zelo? Falta de senso frente a problemas maiores? De forma alguma. Era o seu dilema, o seu desafio, a prova para a próxima etapa. Diploma entregue. Liberdade coletiva. Cada um seguindo seu rumo, juntos e separados. 
Claro que o fato de no final do segundo dia de aula a mamãe ter sido ignorada para o papai receber aquele abraço apertado, a gente abafa. Ah, é agosto, está explicado.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mudança de ramo (e de rumos)

   Ontem no parquinho uma fofura me perguntou se eu estava de férias. Demorei um pouco para processar a pergunta (de praxe atualmente). Entendi o motivo, e respondi que não, explicando que meu trabalho é como o das babás: eu cuido de crianças. 
   E a doçura do questionamento me fez tentar entender por que, mesmo depois de oito anos sem férias e uma breve licença não programada, além da necessidade patente, que por si só justificaria uma transformação despreocupada da rotina, ainda fico reticente. 
   Parece que estou perdida (em todos os sentidos) na luta contra a realidade moderna: academias para crianças improvisadas em locais para adultos, ou até especializadas, mas com uma aceleração constante; instituições que desconsideram o papel dos pais na vida do filho (até porque muitos não querem ter amolação mesmo), antecipam a alfabetização por não saber o que fazer com quem inicia a vida escolar tão cedo, ou não assumem o contratado; o desencontro entre as jornadas, o que demanda uma agenda exigente para os pequeninos, etc e tal.
   Definitivamente, minha cabeça é fora desse mundo. Até para aquelas que se intitulam alternativas na maternidade, apropriando-se de termos e sentimentos que todas têm, acho que meu apego é demais.
   Enfim, muito angustiante mudar de ramo. Mas com fé e aceitação, a gente consegue.

(23 de julho de 2014)

Escrevo porque preciso

Escrever é uma necessidade...  O pensamento chega, o texto se ajusta de forma meteórica e necessita ser externado. Um process...